“La Belle De Jour” em Boa Viagem

Há muitas histórias em que o cinema e a música se misturam, se completam, se recriam. Na segunda metade dos Anos 60, um filme francês causaria polêmica pelo papel libertino de sua atriz principal. La Belle De Jour traz Cathérine Deneuve, no auge de sua beleza curvilínea e exuberante, no papel de Séverine. Frígida com o marido, a bela é uma jovem rica e ao mesmo tempo infeliz no casamento.

O polêmico diretor espanhol Luis Buñuel retrata o submundo da personagem que consegue encontrar o prazer em um discreto bordel, onde passa as tardes realizando suas fantasias sexuais com clientes. O filme, uma coprodução França/Itália, foi vencedor do Festival de Veneza em 1967.

Já, do outro lado do Atlântico, um dos mais aclamados compositores brasileiros, Alceu Valença descreveu como seria a sua “bela da tarde”. O cenário: a praia de Boa Viagem, em Recife. Segundo ele, os encontros aconteciam nas tardes de domingo, ela tinha os olhos azuis e era a moça mais linda de toda a cidade.

Um momento de pura sincronia entre as duas artes, em cenários equidistantes. O filme é considerado um marco do liberalismo feminino e Cathérine Deneuve o seu ícone. Por aqui, ao sul do Equador, La Belle… continuará em nosso imaginário, em nossa inspiração… mais real, abrasileirada… Toque um blues, por favor!

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