Há 30 anos, uma vitória na base do champanhe

Nesta quarta-feira (23) completará 30 anos da histórica vitória da Seleção Brasileira de Basquete sobre os Estados Unidos, em solo norte-americano. Foi na final dos Jogos Pan-Americanos de Indianápolis quando a equipe verde-amarela venceu por 120 a 115, depois de uma virada incrível no placar.

Talvez esta tenha sido a vitória mais expressiva do basquete brasileiro, superando assim os mundiais de 1959 e 1963. Vencer os Estados Unidos em sua casa fora uma façanha inédita até então. Nenhuma seleção havia conseguido tal proeza.

O time brasileiro era formado por Oscar, Marcel, Israel, Gérson e Guerrinha; além de Cadum, Paulinho Villas-Boas, Pipoka e Rolando Ferreira. O técnico era Ary Vidal e o assistente José Medalha. Já, a Seleção norte-americana tinha Rex Chapman, Pooh Richardson, Danny Manning, Ricky Berry, David Robinson; além de Jerome Lane, Willie Anderson, Keith Smart, Pervis Ellison, Jeff Lebo, Dean Garrett e Fennis Dembo.

Para aqueles que não assistiram ao jogo, ou então desconhece tal feito, a final dos Jogos já era dado como certa a vitória norte-americana. Nem o hino brasileiro havia no Market Square Garden, palco da final do Pan. No primeiro tempo, o Brasil perdia por 68 a 54 e viu a vantagem ampliar para 24 pontos.

O champanhe

No intervalo do primeiro para o segundo tempo, os brasileiros viram garrafas de champanhe sendo levadas para o vestiário norte-americano. Foi o combustível que o técnico Ary Vidal necessitava para mexer com o brio de seus pupilos.

“Acredito que até aquele dia, os norte-americanos nunca haviam sido desafiados. Foi o que fizemos, arriscamos tudo”, disse o armador Guerrinha. Comandados por Oscar (46 pontos) e Marcelo (31), o Brasil, aos poucos, foi calando as mais de 16 mil pessoas presentes no ginásio com uma virada histórica: de 54/68 no primeiro tempo, para 66/47 no segundo. Final: Brasil, 120; Estados Unidos, 115.

De acordo com David Robinson, as derrotas para o Brasil e para a ex União Soviética, nos Jogos Olímpicos de Seul (1988), fizeram com que os Estados Unidos pedissem ao Comitê Olímpico Internacional (COI) a liberação de atletas da NBA para disputa olímpica.

Nas Olimpíadas de Barcelona (1992), o time formado por Michael Jordan, Magic Johnson, Larry Bird, Karl Malone, Charles Barkley, Scottie Pippen, entre outros, retomou a hegemonia norte-americana na modalidade.

 

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