A Rainha do Petróleo

Morena de 1,80m de altura, de olhares e lábios estonteantes que deixa qualquer marmanjo boquiaberto, Mary Silvestre é uma das personalidades araraquarenses de destaque no mundo fashion e de entretenimento. Das passarelas e coleguinha do Luciano Huck para as pistas do funk.

Como acontece com qualquer celebridade, histórias & resenhas de bastidores têm movimentado sua vida nos últimos anos e ela como sempre, tira tudo com muito charme e bom humor.

Daríamos para enumerar dezenas delas, mas vamos reproduzir aqui uma história relatada em sua página na rede social pelo amigo Henrique Fontes, sobre a tal “A Rainha do Petróleo”, que ocorreu em 2012, na Polônia durante sua participação no concurso Miss Supranational.

Foto: Henrique Fontes (arquivo pessoal)

Leia, a seguir, o relato de Henrique Fontes:

No “mundo miss” improvisar definitivamente faz parte em muitas ocasiões. Em 2012 enviamos a Mary Silvestre, vice-Miss Brasil Mundo 2011, ao Miss Supranational (nosso último ano com esta licença). Quando cheguei na Polônia, me dei conta de cara que ela havia ganho uns bons quilinhos (depois explicou que estava com problema hormonal). Entreguei a ela o traje típico preocupado e pensei: “Seja o que Deus quiser”.

Bem, Deus não quis. E nos aguardava com o seu infinito senso de humor…

O traje original era um vestido de prenda gaúcha, que ela usaria com umas flores na cabeça e pronto (trajes típicos são, ao meu ver, a maior dor de cabeça nesses concursos, desde conseguir ou pagar por um, até transportá-los!). Em um ensaio, surpreendi a Mary tentando colocar o tal vestido e o zíper não subia nem a metade!

“Rique, acho que ficou apertadinho”. Apertadinho era muita sutileza…

Pensei: “Ferrou”. Sentamos para conversar.

“E aí, Miss? O que vamos inventar?”. Então ela me disse que tinha um vestido preto “largão” e cheio de brilho. Pedi para ver e na hora me veio à cabeça:

“Bom, o Brasil está no boom do petróleo (mal sabia eu quanto!). Vamos dizer que você é a Rainha do Petróleo”.

“Boa, Rique!”,

Nisso, ela conseguiu um trem preto para por na cabeça emprestado pela Miss Líbano. “Você acha que encaixa?”.

“Sim, você está parecendo uma plataforma petrolífera ambulante, com sex appeal. E o topo da plataforma é a coroa de petróleo”. (Que viaaaaaaaaagem!!!!).

E Mary concordou: “Noooossa, é mesmo!”.

Ficou linda, na internet apresentamos como “Rainha do Ouro Negro Nacional” (que viaaaaaagem 2.0 !!!) e muita gente achou bem original. Sinceramente, bem mais do que a prenda gaúcha que seria interpretada por uma paulista que conquistou seu título representando Sergipe!

Agora, cá entre nós: imaginem se fosse hoje? Além do traje, ela podia desfilar desfilando jogando notas falsas de dólares para o ar e seria o que? “Miss Petrodólares”? “Miss Lava-Jato”? “”Miss País da Corrupção”? Talvez fosse o traje mais representativo de um momento histórico do nosso país em todos os tempos, pena que de forma tão negativa.

Acho que teríamos que buscar outra saída…

E enquanto tudo isso acontecia, outra miss desfilava pelo hotel e dizia: “Boa noite… Eu sou a Miss Elegância!”, “Good evening, I am Miss Elegance…”, “Bonsoir, je suis Miss Elegance!” (piada interna).

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